20120515



Agora, o fogo que te arde, amor,
É o da ponta do meu cigarro aceso.
Crestar de sadismo o corpo indefeso
E cativar os teus sonhos de horror.

Muda a cor da voz, sim. Quero outro tom.
Pecados da carne purificados.
Teus nomes sujos, tão perfumados,
Escrever no teu corpo com batom.

Transforma-se o que é no que se come.
Provo o teu corpo mordendo-te a alma,
Degusto as finas fatias de dor.

Suicídio orgástico, teu desabamento.
Furar-te com agulha, beber sangue.
Viver. Morrer dentro de ti. Viver...

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