20091031

Bonsai de Ficus
Toma sol na janela
Em total silêncio
Cigarra casou
Com mosquito da dengue.
Véu e grinalda!
Kauai sonna onara
Zuibum kara uakarete
Nakimassu
Actung, mein liebe,
Nicht schritt auf diesem schönen
Kleine Blume
É proibido
Cachecol na cadeia...
Enforcamento.
Cachecol Snoopy
Avião de combate
Barão Vermelho.
Boina de lã
Eu usarei no verão!
Mudou o clima.
Verão em julho,
Inverno? Só em março...
Tudo errado!
Regata de Blanc
Urso panda sem pintas,
Leões albinos
Faixa de Gaza
Matança ordenada.
Premeditação...
Ebi no Tempura,
Tempura de camarão,
Molho gengibre.
Salmão e cheddar
Penne Afumicatto
Napolitana.
Linha da vida
Bastante delicada.
Quiromancia.
Carne cevada,
Cinemática cova.
Curto cultura.
Vatapá verde
Vidente voadora
Vulto vultuoso.
Genialidade
Leonardo da Vinci
Arte em tudo.
Haicai maldição
Puxam-no forças
Neutralizando.
Encontro rota.
O táxi amarelo
Bateu as asas.
Lotação atum.
O bar te vê passar
Riachuelo.
Filgueiras lima.
Pudesse vida voltar...
Cinquenta e um!
Monografia.
A história completa,
Bashô Leminski
Hexassílabo,
Heptassílabo, octo...
Multissílabo!
Hexassílabo,
Heptassílabo, octo...
Multissílabo!

Rios voadores,
Viva a canoagem!
Amor molhado.


20091025

Mundian To Bach Ke

Cante esta:








Mundian To Bach Ke - Panjabi MC



Mimian to but the tiri bachin akilar,
baleri ke muki ale bachin akilaaaaar,

Mimian to but the tiri bachin akilar,
baleri ke muki ale bachin akilar,

amai kari na kise de naal pyar

Mundian to bach ke Rahi,
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach ke Rahi
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach keee Rahiiiiiiiiii-ahhh!

(Hua!)

Eraki kisure gemme silli etha Hoker-e,
siki eth adama sillin millin etha hoker-eee,

Eraki kisure gemme silli etha Hoker-e,
siki eth adama sillin millin etha hoker-eeeee,

Saam ke raki ni jobni putari,
Saam ke raki ni jobni putari,

U'll the muri gemmi onli albahar , (Aoouuuuuh!)

Mundian to bach ke Rahi,
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach ke Rahi
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach keee Rahiiiiiiiiii-ahhh!

Garib beat to wan mi pea urub da tha marda
pot della alla ina Hurlara miss tha hardaaa,

Garib beat to wan mi pea urub da tha marda
pot della alla ina Hurlara miss tha hardaaa,

On Ai go the Hindi you konimi kanithor,
On Ai go the Hindi you konimi kanithor,

I'll gerent the ersoni koinar, (Aoouuuuuh!)

Mundian to bach ke Rahi,
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach ke Rahi
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach keee Rahiiiiiiiiii-ahhh!

(Hua!)
Mundian To Bullop eneri ab tha Harria,
tell mi if Ai Canabi eneri abi sharia,

Mundian To Bulla de teria gahania,
tell mi if Ai Canabi eneri abi shania,

tupara to bulla tha teria gahania,
Then you up tha heuabe erubi ab di shania,

In tha Sackin and tha Hussin ant tha wa, (Aoouuuuuh!)

Mundian to bach ke Rahi,
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach ke Rahi
ni thoo honei honei hoyee mutear
Mundian to bach keee Rahiiiiiiiiii-ahhh!


20091023

Judô, Karatê,
Capoeira e Kobu Dô.
Um pacifista!
Cigarro aceso,
Uma vida apagada.
Pare de fumar!

20091020

Batida louca,




Quadris, moedas, lenços:



Dança do ventre.


I was tired of biking and hungry too, when I saw the little town of São Sebastião do Bom Sucesso.
It's a very little town, less than 50 houses.
I went to a bar and asked about a hotel or camping place.
There was none.
The guy from the bar told me that I could camp beside the church.
I did it.
There was a big white wall behind the church that I thought was the cemetery.
At night, after some very strange sounds, I went there to see what was going on.
It was a place with cows,
not lost souls...


Folia de Reis
Ouro Preto em festa!
Fotografias.

...



Folia de Reis - Ouro Preto.



The Band


I'm Looking Through You.

 




The Rolling Stones,
Sympathy for the Devil,
Marcelo Sandmann...

...


Marcelo Sandmann
Sympathy for the Devil
The Rolling Stones



...



AS COISAS DA CASA


1.


Ela agora só pode amar

com a paixão contida
da borboleta espetada na placa de isopor.


(De vez em quando uma asa estala
e sai voando pela sala
e quer quebrar o abajur.)



2.


Trazia nas mãos pressurosas
o ramo das rosas do arrependimento.


E no botão da rosa mais vistosa
a abelha venenosa
que bulia por dentro.


3.


A raiva invadiu a casa

numa labareda violenta.


Crestou tudo!


Agora os dois carregam baldes de água
para dentro,
espionados pelos vizinhos,


que olham de longe,


por trás de gelosias engelhadas.



SANDMANN, Marcelo. Lírico Renitente. Rio de Janeiro: 7Letras, 2000.





Currículo Resumido

Marcelo Sandmann nasceu em Curitiba, em 15 de novembro de 1963. Graduou-se em Letras pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), em 1989, onde defendeu, em 1992, dissertação de mestrado intitulada A poesia de José Paulo Paes. Em 2004, concluiu doutorado na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em Teoria e História Literária, com a tese Aquém-além-mar: presenças portuguesas em Machado de Assis. É professor na UFPR desde 1992, atuando no curso de graduação em Letras e na pós-graduação em Estudos Literários.

Vem publicando poesia e ensaios sobre música popular e literatura brasileira e portuguesa em suplementos literários e revistas acadêmicas, como a Revista Letras, da UFPR, a Revista do Centro de Estudos Portugueses, da USP, ou ainda revistas de poesia e arte como Medusa, Babel, Sibila, Sebastião, Et Cetera, Oroboro, Poesia Sempre e Travessias (suplemento literário da Revista Camoniana).

Em 2000, veio a público seu primeiro livro de poesia, Lírico Renitente (Rio de Janeiro: 7Letras). Integra a antologia Passagens (Curitiba: 2002), de poetas paranaenses, organizada por Ademir Demarchi e publicada pela Imprensa Oficial do Estado do Paraná, na Coleção Brasil Diferente. Em 2006, lançou Criptógrafo Amador (Curitiba: Editora Medusa), que reúne poemas escritos desde 2000 até aquela data.

É também autor de canções, tendo lançado, em 1998, o CD Cantos da Palavra (Independente), com parcerias com Benito Rodriguez, interpretações de Silvia Contursi e produção musical de Paulo Brandão, premiado na categoria “Revelação” do IV Prêmio Saul Trumpet, “Os Melhores da Música Paranaense 98”.

Composições suas integram o repertório de diferentes artistas, como o grupo Fato (CDs Fogo Mordido, de 1996, Oquelatá Quelateje, de 2001, Oquelatá Vivo, de 2002, e Músicaprageada, de 2006), Rogéria Holtz (CD Acorda, de 2003), Alexandre Nero, Fabiano Medeiros (CD Achado, de 2002), Anna Toledo (CD Frescura, de 2005), Guêgo Favetti (CD Branco, 2007), Selma Baptista, Michelle Pucci, Vanessa Longoni (A mulher de Oslo, 2008) e o grupo ZiriGdansk. Tem ainda canções em parceria com os músicos Cláudio Menandro, Grace Torres, Ulisses Galetto, Glauco Sölter, Arthur de Faria (CD Música pra bater pezinho, de Arthur de Faria e Seu Conjunto, 2005) e Emerson Mardhine.

Em 2000/01, participou como curador regional para os Estados do Paraná e Santa Catarina do projeto Rumos Itaú Cultural Música - Cartografia Musical Brasileira, do Instituto Itaú Cultural. Em 2005/06, também dentro do Rumos Música do mesmo Instituto Itaú Cultural, teve duas canções de sua autoria, interpretadas por Fabiano Medeiros e Rogéria Holtz, selecionadas para registro em meio digital e divulgação em rádios de todo o pais.

Em 2007, selecionou e redigiu textos para o espetáculo cênico “Cores do Brasil”, apresentado pelo Coro da Camerata Antiqua de Curitiba no Teatro Paiol (2007 e 2008) e em festival na Dinamarca (2008), sob direção musical de Helma Haller e direção cênica de Jaqueline Daher.


Acima, o currículo resumido que foi generosamente fornecido (além de diversas outras informações e materiais) pelo próprio autor, em resposta à solicitação de dados.

Abaixo, o haicai-currículo:

Marcelo Sandmann:
Lírico renitente,
Cantor de palavra!




Este é o poema musicado, interpretado por Vanessa Longoni.
"As Coisas da Casa" é a terceira faixa do CD A Mulher de Oslo de 2009.
O show A Mulher de Oslo obteve o Prêmio Açorianos de Música, melhor espetáculo de 2006.



Algumas observações preliminares a respeito do poema de Marcelo Sandmann, escolhido para apresentação a ser feita em sala:

O poema "AS COISAS DA CASA", publicado no livro Lírico Renitente, tem três partes, três momentos. Na primeira parte, predomina uma situação, na segunda um acontecimento e na terceira um resultado.

Na frase, “As Coisas” esta determinado por “da Casa”. Os artigos empregados no título determinam casa e coisas.

Não são quaisquer coisas, nem qualquer casa. As coisas são o conteúdo da casa, e a casa o continente das coisas.

A relação de conteúdo e continente (bem como a idéia de restrição) é manifestada durante todo o transcorrer do poema:

As partes são três, a segunda contida pelas outras duas.

No título, as coisas estão contidas na casa.

Na primeira parte, a forma de amar agora tem uma só opção: a paixão contida; a borboleta, antes no casulo, agora jaz espetada; o isopor, para ser fabricado, deve ser contido por um molde a fim de adquirir o formato desejado.

A segunda estrofe desta primeira parte esta contida pelos parênteses, e, até mesmo o ponto final esta dentro

"Ela agora..." nada mais contido que o infinitésimo presente: agora! Eternamente preso (ainda que em perpetuum mobile) entre os infinitos passado e futuro

Agora, mas por que não ágora? Praça principal da Grécia antiga, também, de certa forma, estava cercada por edifícios e continha quem e o que nela estivesse.

Quando algo preso se libera (justo a asa, símbolo de liberdade), à força de estalo, não sai pela janela, mantém-se dentro da sala. Quem sabe quer quebrar o abajur na tentativa de conter-se novamente.

Na segunda parte, o possuidor das mãos, que pressurosamente contém, esta trazendo (para dentro da casa) algo que também contém coisas: o ramo prende e contém as rosas dentre as quais a mais vistosa (fechada, em botão), cujo conteúdo é a abelha. Nela esta o veneno, que só sai do ferrão para dentro de algo ou alguém. Talvez um veneno contendo futura invasora: a raiva.

Na terceira parte, a raiva (sempre contida antes de poder se manifestar) entra à força na casa: invade! Invasão é “ir para dentro”. Não sem forma ou limite (contorno, borda), mas sim como labareda violenta.

Como resultado, crestou tudo. Crestar, em que pese o seu significado atual (tostar, queimar de leve), tem como étimo o verbo latino crustare, que significa cobrir, revestir e também dá origem a palavra crosta.

Os dois carregam baldes de água para dentro. Podiam trazer, ter ido buscar, mas carregam. Carregar é “por carga em”.

Nenhuma menção é feita a saída. Até quando a idéia de estar fora é transmitida, logo se esvai quando percebe-se que o sair acontece puramente para que se possa, outra vez, entrar.

Os baldes contém água, elemento extremamente ligado à ideia de continente e conteúdo transmitida. Pois, de modo similar aos dois que a carregam no poema, sempre que flui, o faz para ser novamente contida ciclicamente: jamais sossega senão quando contida.

Os acontecimentos finais desenrolam-se intensificando a mesma ideia. Os dois são espionados pelos vizinhos. Pacientes e não agentes da ação.

Quem espiona coleta informação com o intuito de trazê-la ou envia-la para o lugar de onde nunca pode (de maneira figurativa) sair, pois é lá onde mora seu coração (nem que seja esse uma enferrujada caixa-registradora). Não se espiona sem estar-se preso a algo. O que se espiona é captado para entrar em outro lugar.

Espionar se faz às escondidas, secretamente, disfarçado, infiltrado, muitas vezes de maneira latente.

Os próprios agentes da ação, os vizinhos, devidamente contidos nas casas e na atitude, olham de longe, por trás de persianas com lâminas na horizontal, que dão o corte final ao poema.

No livro, de 56 páginas, Lírico Renitente, o poema "AS COISAS DA CASA" inicia na página 30, local que pode ser considerado, grosso modo, o meio do livro. Físicamente, o poema encontra-se de certa forma contido, posto que o mesmo não se encontra logo nas primeiras ou nas últimas páginas.

Curiosamente, antecede "AS COISAS DA CASA" (tanto no Lírico Renitente, quanto na antologia PASSAGENS¹, p.198) o poema "AXIAIS" cuja última palavra é "mão".

Ricardo Borges

1- PASSAGENS: Antologia de poetas contemporâneos do Paraná. Seleção de textos Ademir Demarchi. Curitiba: Imprensa Oficial do Paraná, 2002

PS.Não conseguí dar o formato original ao último verso do poema, que graficamente se inicia exatamente abaixo da letra "m" da palavra "olham".

PS.2 Segue o vídeo com outro poema do Marcelo Sandmann cuja letra, interpretada pelo próprio, é extremamente significativa e, infelizmente, bastante atual.
Ao final desta apresentação, o poema ""BAR DESESPERANÇA" (O ÚLTIMO QUE FECHA)", declamado pelo guitarrista (solicitando ao garçom uma dose de soda cáustica, da boa!) é encontrado no segundo, e também excelente, livro do Marcelo Sandmann, Criptógrafo Amador² em "15 PARNASIANAS (À PAISANA) REUNIDAS AO ACASO".

2 - SANDMANN, Marcelo. Criptógrafo Amador. Curitiba: Medusa, 2006.






Marcelo Sandmann:
Lírico Renitente,
Cantos da Palavra...



Este trabalho foi publicado primeiramente no site:
http://teoriadaliteraturauff.blogspot.com/

20091017

Cadê o parmesão?
Um fricassé de frango,
Molho de ostras...
Batata doçe,
Produto do amor fractal,
Acabou comida!!!
Tarefas de casa,
Tudo bem dividido.
Casal moderno
Input & output.
In and out and in and out...
Inside and outside.
Chega, Fassbinder!
Quinze horas de filme
Enchem o saco!!!
Bigode em gotas,
Cabelo máquina um
Óculos de grau
Moedor de carne.
Ferro fundido robusto...
Charcutaria.

20091016

Onde?


Samambaia,
Carambola,
Melão,
Melancia,
Caviar,
Lipoaspiração,
Botox,
Silicone...


Mas,


Onde está a mulher?

20091015

Graus

Medida, peso, altura, comprimento, largura, Farenheit, Celsius.


Termômetro, forno, formatura, usina, ar condicionado, etílico.


Trezentos e sessenta destes dão a volta completa. E, se deixar, setecentos e vinte dão duas!


Esquenta, esfria, aumenta, diminui, sobe, desce, roda, vira, torce, mede o ponto exato


em torno do qual


se dá todo


o universo...

20091012

Deus ex maquina,
Resolva a conexâo
Com a Internet.
Cérebro humano
Em corpo de máquina
Humano ou máquina?

20091011

Segunda-feira,
Central do Brasil vazia?
Primeiro de abril!
Livros em Haicai.
Uma Bibliografia
Recomendada:

ALMEIDA, Guilherme de. Poesia Vária. São Paulo: Martins, 1963.

ALMEIDA, Lyad de. Haikais. Niterói: Zoomgraf-k, 1981.

BASHO, Matsuo. The Narrow Road to the Deep North and Other Travel Sketches. Suffolk, 1977.

BITÓN, Aurora. Haiku. Missiones: Talleres Gráficos Milcar, 1995.

BORDIN, Oldemar. Prelúdio em Haicais. São Paulo: EDICON, 1988.

CECCHETTI, Paulo Roberto. Haicais Onomásticos. Niterói: do Autor, 2008.

FAUSTINO, Urhacy, MÍCCOLIS, Leila (organizadores). Saciedade dos Poetas Vivos. Rio de Janeiro: Blocos, 1993.

FERNANDES, Millôr. Hai-kais. Porto Alegre: L&PM, 1997.

FRANCHETTI, Paulo; DOI, ElzaTaeko; DANTAS, Luiz. Haikai. Campinas: Editora da Unicamp, 1990.

HIGGINSON, William J. The Haiku Seasons. Tokio: Kodansha, 1996. ISHIKAWA, Takuboku. Tankas. São Paulo: Roswitha Kempf Editores, 1988.

KENNETH, Yasuda. The Japanese Haiku. Tokio: Charles E. Tuttle Company, 1985.

LEMINSKI, Paulo. Distraídos Venceremos. Sãp Paulo: Brasiliense, 1995.

LOBO, Luiza. O Haikai e a Crise da Metafísica. Rio de Janeiro: Numen Ed., 1993.

MAESTRO, Humberto Del. Trovas & Haicais. São Paulo: João Scortecci Editora, 1994.

MARQUES, Cloves. 365 Haicais de Sol e Chuva. Recife: Ed. do Autor, 2006.

MINER, Earl, An Introduction to Japanese Court Poetry. Stanford: Stanford University press, 1975.

PEIXOTO, Afrânio. Trovas Brasileiras. São Paulo: Jackson, 1944.

PRETA, Cyro Armando Catta. Frestas. São Paulo: Atual, 1996.

SAMPAIO, Antonio Carlos. Trovas e Haicais. Brasília: Valci Gráfica e Editora, 2003.

SATO, Maria Helena. Bonsais e Haicais. Monte Mor: Mont-Graf, 2000.

SAVIOLI, Nelson. Burajiru Haicais. Rio de Janeiro: Qualitymark Editora, 2007.

YONE, Ricardina. Cerejeiras em Flor Hai-kais. Rio de Janeiro: Livraria São José, 1963.

20091010


From the politicians
We are their own true voters.
Is it our own madness?

...



Promotor de guerras
E Prêmio Nobel da Paz.
Mas será possível?

...